Principais corantes adversos usados no Brasil

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Os corantes alimentares são considerados os aditivos mais genotoxicos existentes, principalmente os pertencentes ao grupo “Azo”, um derivado nitroso capaz de ocasionar reações de hipersensibilidade (alergias) e tem sido foco de estudos por produzir compostos com alto potencial cancerígeno. Os corantes mais usados e que fazem parte desse grupo são a tartrazina, amarelo crepúsculo, vermelho ponceau R4, amaranto, azorrubina e vermelho 40, encontrados em alimentos como sucos artificiais, sorvetes, balas, gelatinas, iogurtes, refrigerantes e outros produtos coloridos artificialmente.

A ingestão desses produtos acima do recomendado pela ANVISA (VEJA NA IMAGEM) pode desencadear grandes riscos, principalmente em crianças.

Entre os corantes “azo”, a tartrazina tem o maior respaldo sendo relacionada com o surgimento de diversas reações de hipersensibilidade como urticária, asma, náusea, anafilaxia, vômitos, dermatite, dor de cabeça, eczema, angioedema, bronquite e rinite. Em doses muito elevadas induz à lesão no DNA possibilitando o surgimento de câncer em longo prazo. Além da tartrazina, os corantes: amaranto, vermelho ponceau 4R, eritrosina, azul indigotina e azul brilhante acarretam reações de hipersensibilidade.

Pesquisas tem indicado uma ligação entre o consumo de determinados corantes alimentares como: tartrazina, amaranto, vermelho ponceau 4R e eritrosina e o surgimento da hiperatividade em crianças. Crianças hiperativas apresentam hipercinesia, irritabilidade, impulsividade, déficit de atenção, consequentemente, dificuldade de aprendizagem e excesso de distração. Quando não corretamente assistidas, ficam propensas a desenvolverem distúrbios comportamentais, emocionais e sociais além de levarem o transtorno para a vida adulta.

Nesse sentido, ressalta-se que as crianças, principalmente os lactentes, exibem maior suscetibilidade às reações atribuladas provocadas pelos aditivos alimentares que os adultos. Isto ocorre devido à quantidade ingerida, em relação à massa corporal, ser maior na criança. Além disso, apresentam imaturidade fisiológica, não sendo capazes de metabolizar e nem excretar essas substâncias adequadamente.

(ANVISA, 2007; FREITAS, 2012; GOMES, 2012; GUIMARÃES, 2010; MOUTINHO, BERTGES; ASSIS, 2007; POLÔNIO, 2010; SOUZA; FRIGHETTO; SANTOS, 2013).

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Como seus filhos estão se alimentando?

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Atualmente, vem se observando que a introdução de alimentos industrializados de alta densidade energética e baixo valor nutritivo está cada dia mais ganhando espaço na mesa da população, principalmente no público infantil, promovendo uma formação de hábitos inadequados, os quais provavelmente serão levados para a vida adulta.

Práticas alimentares errôneas na infância tem impacto negativo na saúde por contribuir para uma série de deficiências nutricionais, podendo levar ao desencadeamento de déficit no desenvolvimento infantil, que em alguns casos são irreversíveis. Há fortes indícios de que déficits de desenvolvimento infantil estão diretamente ligados à mortalidade, doenças infecciosas, dano no desenvolvimento psicomotor, distúrbios fonológicos, dificuldade de aprendizagem e redução da altura e da competência produtiva na idade adulta.

Além disso, hábitos alimentares errôneos contribuem para o desenvolvimento precoce de distúrbios como sobrepeso e obesidade. As consequências do sobrepeso e obesidade na infância abrangem desde puberdade precoce, distúrbios psicossociais, como depressão e isolamento até a predisposição em longo prazo ao desenvolvimento de diversas doenças como hipertensão, diabetes, doenças cardíacas, doenças renais, doenças hepáticas, síndrome metabólica, dislipidemias, osteoporose, trombose, câncer, apneia, entre outros. Uma adequada nutrição é condição basal para a saúde e essencial para a manutenção do crescimento da criança. CUIDE DA ALIMENTAÇÃO DE SEU FILHO.

<trechos da minha monografia> (CHAGAS et al., 2013; HEITOR; RODRIGUES; SANTIAGO, 2011; LONGO-SILVA et al., 2012; OLIVEIRA; BOSCO, 2009; OLIVEIRA FILHA et al., 2012; PAULA et al., 2006).